A câmara da vida e da morte

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O Festival de Cinema Médico de Cascais (Medcine) reuniu obras
inéditas nas salas de cinema nacionais, provenientes de vários países. Os 40
filmes em exibição, durante três dias consecutivos, abriram caminho a uma
discussão cultural e científica sobre temas da ciência médica centrados no
legado do cinema.

 

Os objectivos da iniciativa passaram por revelar películas
com relevância na formação da opinião pública em matéria de saúde e por
aproximar as diversas culturas médicas através de diferentes abordagens
cinematográficas de pensar a saúde e a doença. António Pais de Lacerda,
presidente do Medcine e chefe de Serviço de Medicina Intensiva do Hospital de
Santa Maria, concebeu o evento e esclarece que “este não é um festival para
médicos, mas sim para todos aqueles que gostam de cinema”. Sem deixar qualquer
margem para dúvidas, o responsável afasta esta iniciativa de qualquer conotação
médica ou científica, instituindo o Medcine como um festival aberto a todos os
amantes da sétima arte.

 

A única diferença refere-se aos critérios de avaliação
dos filmes exibidos, que se baseiam no rigor médico, no carácter da informação
científica, na revelação de tecnologias médicas, na ética ou no contributo para
uma medicina humanizada. “Não existia em todo o mundo um único festival para
premiar a abordagem médica dos enredos. Quando se dá um Óscar ao Million Dollar
Baby premeia-se a realização ou a interpretação, mas nunca a mensagem do ponto
de vista do rigor médico”, explica António Pais de Lacerda. 

18 Novembro, 2009
Atualidade

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