XVI Congresso da Sociedade Portuguesa de Ortodontia

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“Só se obtém êxito com bons conferencistas, com temas de interesse para os colegas e com abordagens clínicas que permitam ver como se faz e resolver problemas concretos da prática clínica diária”, sustenta o organizador João Manuel Lopes Fonseca.

 

As 18 palestras, os quatro cursos e o recheado leque de oradores, onde pontilharam as presenças de Pascal Baron, chefe de serviço de Ortopedia Dento-Facial e Ortodontia da Universidade de Toulouse, e José Ustrall, director do Master de Ortodôncia da Universidade de Barcelona, comprovaram a vitalidade da Sociedade Portuguesa de Ortodontia (SPO), assim como da própria especialidade.

 

Interactividade e partilha

O presidente da SPO, Francisco Freitas, assume frontalmente a vocação da sociedade que dirige. “Realizamos cursos e congressos de carácter eminentemente prático, não esquecendo a parte científica, promovendo novas competências”.

 

Marcada pela interactividade e pela partilha de experiências clínicas, a 16ª edição do congresso da SPO incidiu sobre o diagnóstico e tratamento dos vários problemas oclusais e de alinhamento ou apinhamento dentário, colocando em destaque áreas de conhecimento, como os micro implantes, a ortodontia sem fricção de acordo com a técnica Damon ou o sistema de controlo de torque desenvolvido pelo alemão Thorsten Brandt.

 

Os dois cursos de pré-congresso, destinados à técnica cirúrgica de colocação de micro implantes e à discussão da Técnica do Arco Segmentado preconizada por Charles Burstone, salientaram pontos de avanço para a especialidade. Em foco esteve também o curso de ortodontia lingual, ministrado pelo francês Pascal Baron, e o curso geral de ortodontia, que contou com a colaboração da Associação Portuguesa de Higienistas Orais.

SPO e OMD unidas

O XVI Congresso da SPO demarcou-se também pela assinatura do protocolo entre a instituição e a Ordem dos Médicos Dentistas (OMD). Em representação da Ordem Paulo Melo congratulou-se pela SPO ser “a segunda sociedade científica a aderir a este protocolo”.

 

Com o propósito de regular a relação entre a OMD e as sociedades científicas, este protocolo vem dotar as instituições como a SPO de competências sérias ao nível da formação. “O trabalho de índole científica e a formação dos médicos dentistas deve alicerçar-se em eventos como este e com esta qualidade”, enfatiza Paulo Melo. Francisco Freitas acredita assim que “o futuro está perfeitamente garantido, já que este protocolo facilita a vida dos organizadores de congressos e acções de formação em fins-de-semana”.

 

17ª edição ruma ao norte

Salientando que “a ortodontia é uma filosofia de vida”, João Manuel Lopes Fonseca vaticina um futuro em que “os desafios são aqueles que a sociedade nos dita”. Para o presidente do congresso, “o primeiro repto é, infelizmente, o económico, o que obriga a ortodontia a seguir métodos de tratamento mais acessíveis à população”.

 

A estética constitui outra das premissas da especialidade. “Queremos continuar jovens durante mais tempo, porque temos uma vida cada vez mais longa, e a ortodontia deve orientar-se para a harmonia facial do paciente, sem negligenciar a componente funcional”.

 

Já com data oficial, o próximo compromisso da SPO está agendado para Vila Nova de Gaia para os dias8, 9 e 10 de Outubro de 2010 e ficará ao cargo do ortodontista Rui Pinto.

22 Dezembro, 2009
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