Reforma da saúde nos EUA

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O Senado norte-americano aprovou aquele que é já considerado um passo histórico nos EUA, o projecto-lei sobre a reforma da saúde.

 

Anunciada como uma das principais ambições do presidente Barack Obama, a versão final do documento fica, no entanto, muito aquém das aspirações iniciais, já que exclui o programa de seguros públicos que fariam concorrência aos privados.

 

Esta reforma promete assim fornecer cuidados de saúde a 31 dos 36 milhões de americanos sem assistência médica. A votação no hemiciclo saldou-se em 60 votos a favor e 39 contra. Nenhum republicano votou “sim”, sendo que dos senadores que apoiaram o projecto 58 eram democratas e dois independentes. A proposta tem um custo previsto de 871 mil milhões de dólares nos próximos dez anos, de acordo com o Escritório de Orçamento do Congresso.

 

Duas câmaras, uma reforma
Logo após a votação, Obama declarou que este momento encerra “uma luta de mais de um século para reformar o sistema de saúde nos EUA”.

 

Contudo, esta é uma batalha ainda sem final à vista. A bola está agora do lado do governo, que terá de unificar as propostas homologadas pela Câmara dos Representantes e pelo Senado, que incluem itens contraditórios.

 

Aprovada a 7 de Novembro, a versão da Câmara dos Representantes inclui a opção de seguro público, rejeitada no documento final da câmara alta do Congresso, e totaliza um custo global de mais de um trilião de dólares em dez anos, ampliando a cobertura para mais de 36 milhões de americanos.

 

Depois de unificada e ratificada pelas duas câmaras do Congresso, esta reforma constituirá uma das mais importantes leis na área social em toda a história dos EUA.

8 Janeiro, 2010
Atualidade

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