“Na lógica da OMD deve prevalecer a união”

Imagem da notícia: “Na lógica da OMD deve prevalecer a união”

DentalPro: O que significa esta quarta reeleição?

Orlando Monteiro da Silva: Poderia começar por dizer que os resultados falam por si, mas prefiro evidenciar o contacto com os colegas ao longo da campanha. Faço um balanço muito positivo desse período, por parte das pessoas que acompanharam o projecto, daquelas que se entusiasmaram com as nossas ideias e das centenas que se juntaram a nós pelo país inteiro. É muito reconfortante sentir o reconhecimento da classe pelo trabalho desenvolvido ao longo desta última década. E assim terminaria como comecei, que, em última analise, a prova disto encontra-se expressa, de forma inequívoca, no resultado que a lista A obteve nas eleições, com 62 por cento dos votos.

DP: Contudo, a abstenção foi de 60 por cento. O que pode ser feito para motivar o voto?

OMS: Esta foi a eleição mais participada de sempre. Há que entender que os 40 por cento que votaram pode parecer pouco, mas quando falamos de ordens e associações profissionais chegar aos 15 por cento de votantes já é uma vitória.

DP: Considera que este afastamento pode ditar a “morte” das ordens?

OMS: Não acredito que este modelo esteja em causa. A Ordem dos Médicos Dentistas (OMD) representa não só os médicos dentistas, como toda sociedade, sendo que funciona melhor que os próprios órgãos do Estado. Além de que este é o pior momento para se colocar em causa a OMD, já que estamos no rescaldo das eleições mais concorridas de sempre. Os médicos dentistas podem ter a certeza que o dia-a-dia desta casa se faz da assistência permanente a todos os colegas.

DP: Voltando ao resultado eleitoral, que ambições deposita nesta nova equipa?

OMS: Não só eu, mas todos os médicos dentistas depositam, para além da confiança reforçada, expectativas de ver cumpridas todas as linhas programáticas lançadas pela nossa lista. Nunca escondemos que vivemos tempos difíceis e que a crise profunda a que se assiste em Portugal, somada ao excesso de profissionais, cria sérias dificuldades à profissão, fazendo baixar o rendimento que todos nós auferimos nas nossas clínicas e consultórios. As nossas despesas mantiveram-se, as receitas estagnaram já há vários anos e isso nunca foi ocultado durante a campanha.

DP: Fernando Guerra foi um adversário à altura?

OMS: Com certeza que sim. Já Américo Afonso o tinha sido. Foram, em definitivo, oponentes de uma enorme lisura e aproveito a oportunidade para felicitar todos os membros da lista B. Sei, por experiência própria, que é muito mais confortável ficar na bancada a fazer comentários e que a dificuldade reside em entrar em campo e enfrentar os riscos inerentes à iniciativa. Apesar da extrema importância dos períodos eleitorais, no rescaldo torna-se essencial cerrar fileiras em torno de objectivos comuns. O tempo agora é de falar a uma só voz daquilo que realmente interessa: licenciamento das clínicas, parcerias público-privadas, assim como dos propósitos definidos pelo nosso programa eleitoral. Esta direcção estará também muito atenta às propostas da lista concorrente e a tudo aquilo que se escutou dos colegas no decurso da campanha.

DP: Há disponibilidade da lista B para acompanhar o vosso projecto?

OMS: Acredito que sim. A OMD não é um partido político e se é verdade que os períodos eleitorais são indispensáveis, na lógica da OMD deve prevalecer a união.

 

 

15 Fevereiro, 2010
Atualidade

Notícias relacionadas

Webinar: “Medicina orofacial e oftalmologia”

É já amanhã (15 de abril), que decorre o XI Webinar gratuito, de Medicina orofacial e oftalmologia, um evento que conta com o apoio da Associação Portuguesa de Medicina Dentária Hospitalar (APMDH) e do Núcleo de Formação e Investigação em Cirurgia, Implantologia e Reabilitação Oral.

Ler mais 14 Abril, 2021
AtualidadeEventosFormação