31 milhões de euros para a saúde oral?

A cerimónia de abertura do XIX Congresso da Ordem dos Médicos motivou o anúncio por parte do secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Manuel Pizarro, do “investimento” de 31 milhões de euros para o Programa de Saúde Oral, em 2011. Assim acontecendo, significa um aumento de 50 por cento em relação ao valor dedicado à área da medicina dentária em 2010. No entanto, e em resposta a esta “promessa”, o Bloco de Esquerda (BE), em comunicado aos meios de comunicação, acusou o secretáro de Estado de “manipular as contas” e exige “verdade nas contas”.

 

Em 2010 o orçamento previsto para a saúde oral já estava na fasquia dos 31 milhões de euros. Aconteceu um corte de 50 por cento e a preocupação do BE relaciona-se precisamente com uma garantia de que não aconteça o mesmo. Mediante os cortes anunciados para 2011, “como pode a tutela garantir que (…) em  2010, (…) não voltarão a repetir-se?”, desafia o BE. O esclarecimento anunciado no jornal Público, por Manuel Pizarro, que aliás sublinha que João Semedo, deputado do BE, ouviu presencialmente na cerimónia de abertura, lê-se que o dito foi que “”também no plano financeiro se podia avaliar o crescimento do programa de promoção de saúde oral”. Isto porque o valor de cheques-dentista facturados “cresceu de 1,7 milhões de euros, em 2008, para 10 milhões de euros em 2009 e para 14 milhões de euros nos primeiros 10 meses de 2010 [a utilização está longe dos 100 por cento]”. Acrescentou ainda que deste modo se prevê o aumento de utilização pelas grávidas, idosos e crianças e jovens, acrescendo-se dos com VIH. Manuel Pizarro garantiu também que, em 2011 “não vai haver cortes” neste programa em específico.

16 Novembro, 2010
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