Receitas electrónicas podem encarecer consultas dentárias

 

A Ordem dos Médicos Dentistas declarou à lusa a sua preocupação na matéria das prescrições electrónicas de medicamentos, obrigatórias a partir de 1 Março de 2011. Enquanto ainda não há informações que regulem a implementação deste novo sistema, as empresas que fornecem os respectivos programas estão já no terreno com preços avultados.

Paulo Melo, secretário geral da OMD, alertou para esta alteração profunda no modo de trabalhar da maioria dos médicos dentistas em Portugal e pelo facto de significar um investimento avultado, que na prática será imputado ao paciente. Em nome da instituição, Paulo Melo apelou mesmo à gratituidade da prescrição electrónica para ambos os sectores público e privado.

Adicionalmente, “não houve da parte das entidades competentes qualquer contacto com a Ordem para articular a introdução de uma medida que acarreta alterações significativas na vida do médico dentista”, criticou o secretário geral. Por outro lado, o Ministério da Saúde está a certificar “de forma demasiado lesta” várias empresas informáticas que “querem vender por milhares de euros o ‘software’ electrónico aos profissionais do sector privado”.

24 Janeiro, 2011
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