“A prótese dentária necessita de uma Ordem”

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DentalPro: Descreva a história do laboratório Labfixa.
Simão Sampaio: O laboratório Labfixa, Lda. é relativamente recente, existe desde 2008. De 1998 a 2008, fui sócio gerente de outro laboratório e, só a partir de Março de 2008, é que surgiu a Labfixa. Tentei na nova empresa fazer um trabalho coerente com as minhas ideias e corrigir pequenos erros que no decorrer destes primeiros 10 anos foram surgindo. Alterei alguns pormenores de organização e protocolos de trabalho mas sempre seguindo a mesma filosofia: exigência e qualidade.

DP: É difícil actualizar um negócio com 13 anos?
SS: Não é difícil actualizar, o problema é que a actualização exige um constante investimento. Todos os anos frequento feiras internacionais dentárias e nota-se o constante desenvolvimento de produtos e de máquinas. Se queremos estar na vanguarda da tecnologia, temos que estar sempre em actualização. Como podem constatar, na Labfixa temos óptimas condições ergonómicas e tecnológicas.

DP: O que ajudaria a melhorar a prótese dentária em Portugal?
SS: Penso que a prótese dentária necessita de uma Ordem que defenda os nossos interesses e dite as regras para os laboratórios. Não é fácil competir com laboratórios sem condições de trabalho, que não efectuaram qualquer investimento em áreas como segurança, saúde e higiene, e podem estar no mercado a competir com laboratórios que investiram e se preocupam com os interesses das pessoas que estão a trabalhar. Tal como nas clínicas dentárias e nas farmácias, existem normas que têm que ser seguidas para poderem estar abertas. A legislação obriga a que todos estejam em igualdade na prestação dos seus serviços, e as pessoas podem escolher pela qualidade do serviço e não só pelo preço. Deveria ser obrigatório cada laboratório ter um director técnico habilitado para o acto. Trata-se de um processo normal de desenvolvimento do país, como existe em outras áreas da saúde. Espero que um dia tenhamos algumas destas normas em vigor, pois todos sairíamos beneficiados, técnicos, médicos dentistas e pacientes.

 

Entrevista na íntegra na DentalPro 43

 

7 Outubro, 2011
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