“Estamos ao nível dos melhores do mundo”

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DentalPro: Acha que a Implantologia está na moda?
Bernardo de Mira Corrêa: Eu não lhe chamaria propriamente uma moda. Considero sim, que é uma necessidade. Infelizmente, tendo em conta os custos inerentes ao processo, não se pode considerar o termo moda, pois não chega a todos. Eu gostaria muito que todas as pessoas que têm falta de dentes pudessem usufruir de reabilitações sobre implantes.
As próteses removíveis cairiam rapidamente em desuso, caso este tipo de serviço médico-dentário fosse desprovido de custos. Pelo menos na minha Clínica, na grande maioria dos casos, a opção de colocar uma prótese removível num paciente, surge associada à falta de capacidade financeira do mesmo. Mas pessoalmente, gostaria que fosse uma moda. Aliás, estou a realizar um projecto, em conjunto com Filipe Lopes e outros colegas, no âmbito do grupo de estudo do qual faço parte, Expert Implant Therapy, Study & Research Group, em que um dos principais pontos da agenda consiste em criar um Centro que permita fornecer tratamentos dentários implanto-suportados de alta qualidade sem custos, como é evidente, a pessoas desprovidas de capacidade financeira.

DP: A investigação exibe-se como uma componente essencial na educação dos profissionais. Como analisa a pesquisa que se faz em Portugal?
BMC: Estamos ao nível dos melhores do mundo. Sem qualquer cerimónia, afirmo que temos excelentes clínicos na área da implantologia, na área da ortodontia, da oclusão, entre outras. Hoje em dia, ninguém tem de ir aos Estados Unidos ou a Inglaterra executar um tratamento, por não existir quem também o faça correctamente em Portugal.
Em termos de investigação, é lógico que esta depende em grande parte do financiamento. Esse financiamento, embora escasso, normalmente é distribuído pelas entidades académicas, nomeadamente, pelas faculdades, deixando a vertente privada, que é o meu caso por exemplo, obrigada a patrocinar os seus projectos de investigação. Poderá ser uma sugestão interessante para a Ordem dos Médicos Dentistas disponibilizar uma verba anual para promover iniciativas privadas de investigação e/ou inovação.

 

 

7 Novembro, 2011
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