“O futuro é a manipulação genética”

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DentalPro: Porquê a dedicação à Medicina Dentária?

Roque Braz de Oliveira: Tudo começou aos 16 anos, quando comecei a ajudar o meu irmão Nuno, nove anos mais velho, também médico dentista, nos seus consultórios, em Lisboa e em Santarém. Em regime de ‘part-time’ fazia de assistente dentário, durante as minhas férias escolares e tempos livres. Esse primeiro contato, despertou o meu interesse e o gosto pela Medicina Dentária. Embora, tenha iniciado o curso de Engenharia Mecânica no Instituto Superior Técnico de Lisboa, por gosto e facilidade na Matemática, no fim do primeiro ano, decidi mudar para Medicina Dentária, no Instituto Superior das Ciências da Saúde, no Monte de Caparica, em Almada. Desde então, não tive qualquer dúvida, de que era esta a profissão que queria para o resto da vida.

DP: E depois da licenciatura resolveu continuar a estudar?

RBO: Sim. Como gosto muito do que faço quis, e quero, sempre aprender mais e procurar falhar o menos possível. Para mim, a aprendizagem significa assumir as falhas e evitar repeti-las. Este aperfeiçoamento constante levou-me a querer investir mais na minha formação. Como também esse meu irmão tinha feito uma pósgraduação em ortodontia na New York University of Dentistry, nos EUA, influenciou-me de alguma forma e assim, em 1999, um ano após terminar a licenciatura resolvi ingressar num programa de prostodontia na mesma universidade. No fim do primeiro ano, o professor Dennis Tarnow convidou-me para entrar no programa de implantologia. Nesse momento, achei que era uma oportunidade única, e que não podia recusar.

DP: De acordo com a sua experiência, para onde se dirige a Medicina Dentária?

RBO: Eu acredito, acima de tudo, na prevenção – é a chave do sucesso. Temos de educar quem nos bate à porta e transmitir como a prevenção é importante. As opções de tratamento estão também a melhorar e o tempo de tratamento tem diminuído consideravelmente. Daqui a 100 anos, o mote será a manipulação genética, porque muita da nossa sorte tem a ver com os genes.

Entrevista na íntegra na DentalPro 48

 

 

17 Fevereiro, 2012
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