Equipa de Coimbra desenvolve vacina oral para a hepatite B

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Já testada ‘in vivo’ em ratinhos, esta vacina é feita de nanopartículas transportadoras de diversas substâncias, como se fossem vírus artificias mas inócuos e, segundo a coordenadora do projeto, Olga Borges, “terá um grande impacto social e económico nos países em desenvolvimento”.

As vantagens desta vacina oral em relação às injetáveis são sublinhadas por Olga Borges: “Por um lado, porque dispensa pessoal técnico para a administração da vacina, por outro, porque muitas vezes nesses países (em desenvolvimento) não conseguem estabelecer as cadeias de frio necessárias para manter as propriedades da vacina, deteriorando o tratamento. Já as vacinas orais são, teoricamente, mais estáveis, permitindo, por isso, uma vacinação mais efetiva”.

Mas esta vacina apresenta outras mais-valias sustentadas também pela coordenadora do projeto, que passam pela capacidade de produção de anticorpos que impedem a entrada do vírus, algo que não é possível com a vacina injetável. “É uma vantagem, dado que a hepatite B é uma doença sexualmente transmitida, sendo, aliás, a principal forma de contágio em países desenvolvidos. Neste caso, o vírus será combatido na porta de entrada do nosso organismo, impedindo a sua introdução na corrente sanguínea”, explica Olga Borges.

13 Novembro, 2012
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