Crónicas da Vida III, por João Pimenta

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Hoje acordei muito cedo. Há certas coisas que me alteram a tranquilidade e me perturbam.

(…)

É absurdo que se continuem a formar tantos médicos dentistas em Portugal. Todos estamos de acordo, mas ninguém faz efectivamente nada; absolutamente nada. Escrevem-se uns textos, alguns circunstanciais, lançam-se uns comunicados, alguns até nos querem fazer crer que estatisticamente não é bem assim, mas o panorama persiste. Alguns acreditam que devemos deixar isto ao cuidado dos mecanismos de autoregulação. Outros acham que tudo isto se baseia na lei da oferta e da procura. A verdade é que tudo continua igual, com um crescente aumento de exploração de jovens médicos dentistas e da emigração. E tudo tem tendência a piorar. Quem devia agir assobia para o lado, com medo de perder o “tacho”. Sim, porque há alguns que se perderem o “tachinho” e o “dinheirinho” ao fim do mês, muito provavelmente não se vão “safar” só a trabalhar nos seus consultórios…

É urgente e absolutamente necessário que se reduzam os números-clausus e que, eventualmente, fechem instituições de ensino público ou privado. Penso até que muita gente terá que ser dispensada. Se no ensino estatal se cumprirem as horas obrigatórias estipuladas na lei, haverá docentes a mais, o que, associado a uma diminuição de alunos, permitirá uma redução desejável da despesa pública.

Leia a crónica na íntegra na DentalPro 73, brevemente disponível.

16 Janeiro, 2014
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