João Caramês: “Dou por mim a pensar que infelizmente o dia tem apenas 24 horas”

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Com 58 anos, João Caramês, fundador do Instituto de Implantologia®, assume a dificuldade em conciliar os papéis de médico dentista, cirurgião, professor, pai e orador em conferências um pouco por todo o mundo. É ainda presidente da Mesa da Assembleia Geral da Ordem dos Médicos Dentistas (OMD) e, por inerência, presidente da comissão eleitoral, um papel importante num momento em que se avizinham as eleições dos novos corpos sociais. Numa entrevista respondida por e-mail, aborda a sua passagem pelos Estados Unidos, a formação em medicina dentária, bem como os desafios e conselhos para as mais novas gerações de médicos dentistas. 

Como consegue conciliar os papéis de médico dentista, cirurgião, professor, pai e orador em conferências um pouco por todo o mundo?

Dou por mim a pensar que infelizmente o dia apenas tem 24 horas. Tudo o que descreve é apenas possível com um grande espírito de trabalho e, por vezes, sacrifício pessoal. Divido a minha vida profissional entre a Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa, como presidente do Conselho Científico e diretor do Departamento de Cirurgia Oral e Implantologia e o Instituto de Implantologia que fundei há 24 anos, e do qual sou presidente. Paralelamente não deixo a investigação de parte colaborando com vários laboratórios universitários e equipas com projetos em curso. Não posso deixar de prestar um enorme agradecimento às equipas de trabalho que me rodeiam, bem como à minha família que sempre me apoiou incondicionalmente.

Nas suas viagens de trabalho consegue aproveitar para conhecer um pouco das cidades, ou apenas fica a conhecer hotéis e aeroportos? 

Quase sempre a viagem é circunscrita no tempo à participação ou à moderação do congresso em que participo. Diria que já foi possível marcar presença em tantos países, pelos vários continentes, que daria para dar a volta ao globo. É muito enriquecedor o contacto com países e culturas tão diferentes da nossa. Posso não conhecer os lugares, mas vou tomando contacto com os colegas. E com as pessoas que me acolhem! Hoje vivemos uma crise pandémica sem precedentes na Europa e há um ano estava na China. Fiquei a admirar a espontaneidade do povo asiático. Cultivam facilmente o gosto pelo detalhe. São curiosos e minuciosos. Pude estar na Ásia mais duas vezes em 2019 e as visitas surpreenderam-me positivamente. Esperava uma audiência mais fechada e tímida, mas não. Mesmo sem falarem um inglês fluente, com uma pronúncia nem sempre percetível, não receiam colocar questões. Ao contrário de nós, que facilmente nos inibimos se não sentimos o domínio perfeito do idioma. Viajar é ver e aprender. Nestas viagens, para além do que ensino, também aprendo bastante.

Entrevista completa na DentalPro 149.

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