Apenas 240 médicos dentistas terão sido vacinados contra a Covid-19

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Os médicos dentistas do setor privado devem começar a ser vacinados a partir de 15 de fevereiro, processo que se vai estender até final de março, já com a administração da segunda dose da vacina. O anúncio foi feito na passada quinta-feira, depois de uma reunião entre Fernando Guerra, coordenador do Grupo de Reflexão e Acompanhamento da Covid-19 da Ordem dos Médicos Dentistas (OMD), e Francisco Ramos, coordenador demissionário do grupo de trabalho para o Plano de Vacinação contra a pandemia.

O plano passa por imunizar cerca de 8.500 médicos dentistas que manifestaram interesse na vacinação contra a Covid-19, através do inquérito realizado pela OMD, numa classe que conta com 11.765 médicos dentistas ativos, num total de 13.673 profissionais inscritos.

A Ordem estima que, até ao momento, apenas 240 médicos dentistas foram vacinados, sendo que destes 200 trabalham no Serviço Nacional de Saúde e na carreira militar e 40 em unidades hospitalares privadas. No entanto, o plano de vacinação traçado pela task-force deixa de fora nesta primeira fase outros profissionais de saúde oral, como assistentes e higienistas, decisão que para Fernando Guerra é “injustificável” e “sem qualquer suporte técnico”, reiterando a “vacinação imediata” destes profissionais devido ao “trabalho que desempenham”.

Em declarações à DentalPro, o coordenador do Grupo de Reflexão e Acompanhamento da Covid-19 diz que a OMD deu “prioridade máxima a este tema desde a primeira hora de apresentação do plano de vacinação, no dia 3 de dezembro passado”, insistindo que depois de várias reuniões com a tutela e a task-force se “concretize o início da vacinação”, a 15 de fevereiro.

Fernando Guerra lembra as dificuldades do setor desde o início da pandemia, com “as limitações impostas às clínicas e consultórios no primeiro confinamento”, seguida da “escassez de equipamentos de proteção individual”. O setor foi obrigado a responder aos efeitos da pandemia que, segundo o responsável, obrigou a “aumentar o tempo de pausa entre consultas e o agendamento”, de forma a garantir “um adequado fluxo de doentes nos espaços das clínicas e consultórios”.

Para Fernando Guerra, estas medidas acarretam uma “diminuição do número de consultas com um consequente impacto económico negativo”, deixando por isso um aviso: “os apoios do Governo foram e continuam a ser manifestamente insuficientes”.

8 Fevereiro, 2021
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