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Nesta edição da nossa revista, a conversa com Gustavo Castro e Zsolt Kovacs revela como a integração entre clínica, laboratório e formação pode criar um verdadeiro ecossistema de conhecimento e colaboração.
Num tempo em que a digitalização e a inteligência artificial ganham espaço crescente na medicina dentária, a experiência destes profissionais recorda-nos que a tecnologia deve sempre servir um propósito maior: melhorar a comunicação, reforçar a previsibilidade clínica e humanizar o cuidado prestado ao paciente.
Mas esta edição também chama a atenção para desafios estruturais que não podem ser ignorados. Os dados apresentados no estudo “Números da Ordem 2025” evidenciam uma realidade paradoxal: Portugal possui uma elevada densidade de médicos dentistas, mas continua a assistir à saída de muitos profissionais para o estrangeiro. A emigração de mais de metade dos profissionais com inscrição suspensa revela não apenas dinâmicas de mercado, mas também a necessidade de refletir sobre condições de exercício, oportunidades de carreira e equilíbrio territorial na prestação de cuidados.
Neste contexto, ganha particular relevância o debate político em torno da criação de uma carreira de medicina dentária no Serviço Nacional de Saúde. A proposta apresentada na Assembleia da República representa um passo importante para o reconhecimento institucional da saúde oral como parte integrante dos cuidados de saúde e para a valorização do papel dos médicos dentistas no sistema público.
Ao longo destas páginas, destacamos também a vitalidade científica da profissão: congressos internacionais, inovação tecnológica em implantologia, novas colaborações académicas e o crescente papel de Portugal no panorama europeu da medicina dentária. São sinais claros de um setor dinâmico, capaz de inovar, investigar e formar profissionais altamente qualificados.
13 Março, 2026
Revista
