Futuro da profissão em debate na III Reunião do SMD

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A mesa redonda intitulada “O futuro da nossa profissão”, que fechou a manhã da III Reunião do Sindicato dos Médicos Dentistas (SMD), foi liderada por João Neto, presidente do sindicato, e contou com a intervenção de Serafim Freitas, Inês Pereira, João Pimenta e Patrícia Manarte.

 

A primeira a subir ao palanque foi Patrícia Manarte, pela Universidade Fernando Pessoa, que afirmou que “o futuro da profissão passa pela união dos médicos dentistas e por perceber que todos nós temos conhecimentos integrativos que podem melhorar a taxa de resposta aos pacientes”. E adicionou: “Vejo um futuro como vi até agora: com dificuldades, mas com capacidade de evolução”.

 

O médico dentista João Pimenta, que dispensa apresentações, começou por referir as crónicas escritas há alguns anos para a DentalPro, realçando que “as preocupações referidas na altura continuam, infelizmente, atuais”. Continua a existir “uma desregulação profissional, com excesso de médicos dentistas e pouca formação médica de base, provocando desequilíbrio nas leis da oferta e da procura, aumentando a concorrência desleal e a precariedade no setor. Além disso, temos uma Ordem profissional que nunca foi capaz de influenciar os poderes políticos a diminuir os numerus clausus nem a implementar regras de entrada na profissão”. Acrescentou que “para nos podermos fazer respeitar atualmente não podemos colocar-nos ao nível dos vendedores de supermercados ou dos produtos de prateleira. Somos prestadores de serviços de saúde. Portanto, o futuro será o que nós quisermos, depende de cada um de nós”.

 

Inês Pereira, em representação da Associação Nacional de Estudantes de Medicina Dentária (ANEMD), referiu que “enfrentamos momentos difíceis, de muita incerteza. O estado da medicina dentária permanece preocupante para os estudantes, porque continuamos preocupados com a preparação que temos para um mercado de trabalho tão competitivo e sobrelotado. Surge a necessidade de criar parâmetros de ensino transversais às sete escolas, para uma formação sólida e homogénea”.

 

A sessão terminou com Serafim Freitas, representante do Colégio da Especialidade de Estomatologia da Ordem dos Médicos. Sem meias medidas, salientou que “o futuro tem que se preparar hoje, tem que se preparar sempre na atualidade”. Realçou ainda uma ideia defendida há uns anos. “Estamos todos a sofrer de esquizofrenia de grupo, porque quase todos achamos a situação insustentável e quase todos continuamos politicamente a assobiar para o lado. Como se isto se fosse resolver por si próprio. Se estamos a formar profissionais para a emigração, entao tenha-se a honestidade de o dizer aos alunos antes de se inscreverem”. Apontou também a concorrência desleal e a hiper-regulamentação do setor como outros problemas da profissão.

 

17 Junho, 2023
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