OMD reúne com Ministra da Saúde

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A Ordem dos Médicos Dentistas (OMD) lançou um novo alerta para a urgência de colocar a saúde oral no centro das prioridades políticas. Apesar das promessas, nenhum Orçamento de Estado refletiu até hoje a dimensão real deste problema, que afeta milhões de portugueses e agrava desigualdades no acesso a cuidados de saúde.

A OMD defende que sem uma articulação efetiva entre os setores público, privado e social, a complementaridade no sistema de saúde oral continuará a ser apenas um conceito no papel, sem impacto concreto na vida das pessoas. “Investir em saúde oral não é um custo, é uma escolha política inteligente. Cada euro investido na prevenção é um euro poupado em urgências e hospitalizações, com ganhos diretos na qualidade de vida dos portugueses”, sublinha Miguel Pavão, bastonário da OMD.

A Ordem aponta dois eixos prioritários que considera fundamentais para o Orçamento de Estado de 2026:

  • Reforço dos gabinetes de medicina dentária nos cuidados primários, com recurso ao PRR e a investimento direto do Estado. A prioridade passa por ativar cerca de 83 gabinetes já equipados, mas ainda encerrados, e criar novas unidades onde há falhas de cobertura.

  • Reformulação profunda do programa Cheque-Dentista, com a introdução de cheques de reabilitação/prótese e de traumatismo — instrumentos que a OMD considera essenciais para dar resposta ao elevado número de desdentados no país e apostar mais fortemente na prevenção.

A Ordem lembra que a saúde oral não é um luxo, mas um fator determinante para a saúde geral e para a qualidade de vida. “É inaceitável que, em 2025, ainda haja tantos portugueses sem acesso básico a cuidados dentários”, reforça a instituição.

15 Outubro, 2025
Atualidade

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