Famílias portuguesas sem dinheiro para idas ao dentista

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Uma em cada cinco famílias portuguesas deixou de fazer tratamentos médicos por falta de dinheiro, um quinto nem sequer os iniciou e outro tanto endividou-se para pagar essas despesas. É que os 1665 euros anuais que cada agregado gasta em média com a saúde representam 20 por cento dos seus rendimentos.

Os tratamentos dentários lideram a lista de despesas, já que cada agregado gastou em média 550 euros por ano com os dentes. Também a oftalmologia representou uma fonte de gastos elevados, assim como a compra de medicamentos, que levou 515 euros do orçamento anual. No caso de doentes crónicos, a factura passa de 1665 para 2140 euros.

As famílias monoparentais demonstram mais dificuldade em fazer face às despesas médicas, que absorvem 40 por cento das receitas. A nível nacional, os algarvios são os mais endividados, já que quatro em cada dez famílias se empenharam para pagar os cuidados de saúde. Nos agregados endividados, cada um pediu, em média, 1100 euros para idas ao dentista ou comprar óculos.

Estes dados resultam do estudo coordenado pelo sociólogo Carlos Morgado, que integra a revista Teste Saúde do mês de Fevereiro.

1 Fevereiro, 2010
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