Telemedicina e teleformação na I Cimeira Lusofonia e Saúde

“As ligações em rede poderão melhorar e facilitar o trabalho em Saúde”. O director-geral da Saúde, Francisco George, falou assim a propósito da I Cimeira Lusofonia e Saúde, realizada a 8 de Junho nas instalações do Infarmed.

Na cerimónia de abertura do evento, organizado pelo Fórum Hospital do Futuro, o dirigente abordou a telemedicina como uma das bandeiras da saúde do futuro. “Devemos melhorar a acessibilidade para este tipo de assistência médica entre os países lusófonos, pois assim contribuímos para o desenvolvimento da saúde”, esclareceu.

Francisco George discursa perante a plateia lusófona

A definição de estratégias de convergência de meios foi ponto consensual entre os 27 participantes do encontro, provenientes de Portugal, Brasil, Angola e São Tomé e Príncipe.

Estes especialistas tiveram um dia intenso, dividido entre a sessão privada da manhã, onde discutiram os diferentes temas, e a tarde de apresentação pública das conclusões mais marcantes. Defendeu-se então que, a par da evolução da medicina à distância, há que apostar em bibliotecas móveis, uma ferramenta que vai ao encontro das populações sem contacto com as novas tecnologias.

ePORTUGUÊSe global

Ainda na área da informação e da promoção em saúde destacou-se a plataforma ePORTUGUÊSe, concebida pela Organização Mundial de Saúde (OMS). O objectivo deste meio de comunicação passa por estabelecer uma rede de informação em saúde entre todos os países de expressão portuguesa.

O ‘site’ lusófono possibilita também “a consolidação da presença dos países de língua portuguesa no mundo”. Quem o disse foi o presidente da Federação Internacional dos Hospitais, o brasileiro José Carlos Abrahão, salientando ainda a força que o sector da saúde apresenta. “Temos que mostrar ao mundo as acções positivas nesta área, pois, comparativamente às grandes potências, nos territórios onde se fala português faz-se uma excelente medicina com escassos recursos”, referiu o orador brasileiro, na palestra que encerrou a sessão de abertura.

De seguida, o especialista em ensino à distância Alcindo Ferreira da Silva subiu ao palanque e falou da sua experiência enquanto professor na Marinha Portuguesa.

O coordenador nacional da Aliança OMS-GARD (Global Alliace Against Chronic Respiratory Diseases), Rosado Pinto, rematou a Cimeira. Destacou a importância de “se construir uma massa crítica de elementos que façam trabalho efectivo na Comunidade de Países de Língua Portuguesa. Claro que os governos devem criar condições para que os profissionais de saúde tenham mobilidade no espaço lusófono, sem perderem as regalias profissionais nos países de origem”.

5 Julho, 2010
Atualidade

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