Prevenção e diagnóstico do cancro oral

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Qual o tema da sua apresentação?
Na minha apresentação tento explicar como se organiza uma campanha nacional de pre¬venção e diagnóstico do cancro oral. Fui encarregue nos últimos anos da organização destas campanhas pela Associação Dentária espanhola por indicação do Ministério de Saúde do país. Tentamos explicar aqui a nossa experiência, quais os sucessos e falhas. Tento explicar porque é essencial para a saúde de um país este tipo de campanhas, porque os den¬tistas são os protagonistas destas campanhas. Em toda a Europa está-se a detectar o cancro oral num estado tardio e temos a certeza de que se detectasse numa fase inicial, a taxa de sobrevivência seria cerca de 80 por cento em cinco anos. Tentamos agir em três níveis: com a população em geral, com os dentistas cuja formação é muito importante para que detec¬tem as lesões orais numa fase inicial do cancro oral, e com a administração central para que nos ajude a tratar os pacientes que lhes envia-mos. Já o fazemos há alguns anos em Espanha e avaliámos os resultados, sobretudo com os dentistas, pois aumentámos o seu nível de co¬nhecimento sobre o cancro oral. Os resultados foram muito bons e estamos aqui a mostrá-los aos colegas portugueses.

 

Quais são os aspectos mais importantes na prevenção neste tipo de cancro?
O cancro oral manifesta-se numa fase inicial através de lesões orais que podem ser detec¬tadas pelos dentistas. A sua formação é muito importante. Também é importante que a po¬pulação esteja informada sobre as suas causas principais, que são o tabaco e o álcool, e que vá regularmente ao dentista para que possa haver rastreio numa fase inicial da doença. A dieta alimentar também é muito importante. Em Es¬panha fizemos campanhas com a população no sentido de educar as pessoas a irem ao dentista assim que tivessem alterações orais. Aos den¬tistas fornecemos livros, cursos, apresentações e vídeos que foram muito importantes na sua formação. Depois de alguns anos podemos ava¬liar os resultados e, como Portugal e Espanha têm uma situação muito semelhante em rela¬ção ao cancro oral, estamos aqui a apresentar os resultados aos nossos colegas.

Entrevista completa na DentalPro 46

 

16 Dezembro, 2011
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