Eleições OMD 2020: Um lugar, dois candidatos

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As eleições para a Ordem dos Médicos Dentistas (OMD) estão aí à porta. Há duas listas na corrida, A e B, encabeçadas por Miguel Pavão e Artur Lima, respetivamente. O primeiro defende que é urgente “Mudar. Pelo Futuro da Profissão” e o segundo quer “Renovar com confiança. Honrar a Ordem. Garantir o futuro”. Fomos descobrir os pontos de vista de cada um dos candidatos a bastonário e espelhamos na edição deste mês as medidas que pretendem implementar, caso sejam eleitos no dia 27 de junho.

Quais são as prioridades até 2024, caso sejam eleitos?

Miguel Pavão: Pretendemos fazer da OMD uma Ordem ao serviço da classe e não ao serviço de um projecto pessoal ou político. Vamos apostar na proximidade e, muito importante, em unir a classe. Iremos defender a classe naquilo que tem sido a precariedade e a desvalorização dos médicos dentistas face a um distanciamento cada vez maior em relação à medicina. Essas são as prioridades. Mas queremos ainda reforçar as competências da Ordem, procurando estar mais ágeis e com maior capacidade de resposta junto dos colegas, algo que será resolvido com a questão da proximidade.

Artur Lima: Além, obviamente, de implementar as medidas do programa que apresentamos, a nossa prioridade é tornar a Ordem mais próxima e aberta para todos os médicos dentistas. Tal como ouvimos os anseios dos nossos colegas para elaborar este programa, é fundamental que a OMD tenha essa capacidade, para que possamos, enquanto equipa, ter uma noção rápida, adequada e real das necessidades dos colegas nos diferentes pontos do país e com isso garantirmos mais rapidez e eficiência de decisão.

O que esperam fazer diferente do atual bastonário?

MP: Espero fazer muitas coisas diferentes do atual bastonário. Espero não ser um bastonário distante e autista da classe. Pretendo estar próximo dos colegas e sem medo de colocar o dedo da ferida. Ser uma pessoa que defenda a classe com a acutilância que faltou à anterior gestão. Muito importante ainda, serei um bastonário livre para pensar e lutar pela resolução dos problemas de uma classe profissional. Por não ter uma cor partidária assumida, terei a legitimidade institucional para conseguir melhores resultados junto dos poderes estatais do que qualquer outro que esteja engajado a um projeto político pessoal.

AL: Serei um bastonário presente, próximo de todos, capaz de reunir, de ouvir, de pressionar o estado e de procurar soluções. Encabeço uma lista intergeracional, com pessoas de muito valor e experiências diversas, que estou certo de que tudo farão para que tenhamos uma OMD mais forte e coesa.

Artigo completo na DentalPro 149.

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