Periodontite: encontrada substância que combate a glutaminil ciclase

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Investigadores da Martin Luther University Halle-Wittenberg (MLU), do Instituto Fraunhofer para Terapia Celular e Imunologia IZI em Leipzig e o PerioTrap Pharmaceuticals em Halle, Suíça, desenvolveram uma substância teste que combate a glutaminil ciclase, uma enzima específica da bactéria que desempenha um papel importante no metabolismo. A ideia subjacente era que a inativação da enzima danificaria as bactérias e evitaria o desenvolvimento da periodontite.

A substância desenvolvida foi testada quanto à eficácia em diferentes clínicas e universidades na Suíça, Polônia e Estados Unidos e foi encontrada para suprimir com sucesso o crescimento de bactérias patogénicas.

O estudo divulgado pelo Journal of Biological Chemistry, pretende contrariar o típico tratamento da periodontite, que é feito normalmente com antibióticos de amplo espectro que combatem todas as bactérias da cavidade oral. Segundo Mirko Buchholz da PerioTrap Pharmaceuticals, o tratamento tem um efeito colateral que passa pela destruição de todas as bactérias inofensivas ou benéficas da cavidade oral, com o risco da bactéria poder desenvolver resistência aos antibióticos.

A bactéria que causa a periodontite possui a variante mamífera da enzima. Isso é crucial para a abordagem do estudo porque oferece um possível alvo para que apenas se matem s as bactérias patogénicas deixado as inofensivas intactas. 

Os investigadores encontraram diferenças pequenas, mas significativas, entre as enzimas bacterianas e a variante humana. Essas diferenças são provavelmente suficientes para que a nova substância não afete as enzimas humanas, razão pela qual são esperados efeitos colaterais menores.

Do estudo, os pesquisadores concluíram que os resultados do estudo demonstram que a glutaminil ciclase é um alvo promissor para o desenvolvimento de medicamentos a serem usados no tratamento da periodontite e doenças associadas.

Mais estudos in vitro e in vivo são necessários podendo levar alguns anos até que a pesquisa resulte num medicamento comercializável.

4 Maio, 2021
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