“A minha carreira académica não existiria sem a S.I.N.”

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O seu percurso profissional leva já 20 anos como especialista. O que o cativou mais na escolha da periodontia?

Eu apanhei a periodontia numa transição, entre a periodontia muito cirúrgica e a não cirúrgica. Percebi que a periodontia ia entrar num período menos cirúrgico e aquilo que me chamava mais à atenção e que estava a crescer era a área da implantodontia. Na altura eu não colocava ainda implantes, mas notava que os profissionais tinham muita dificuldade com a quantidade de osso que os pacientes tinham para se poder colocar o implante.

Naquela altura fazia-se um curso de implantes, mas questionava-me: “se eu não souber trabalhar com pouca quantidade de osso então não vou poder fazer implantodontia”. Então comecei pela cirurgia avançada, pela reconstrução. Eu era muito jovem, tinha 21 anos, quando fui para a Universidade de Baurú (USP). Encontrei Phd’s de Toronto, da Califórnia, que me deram dicas preciosas.

Quando fiz o curso, fiquei confiante e comecei a fazer implantes. Em 2001 fiz mestrado e pós-graduação em São Paulo e passados alguns anos terminei o meu doutoramento. Sempre tive uma visão muito técnica. Eu gosto de estudar, gosto de operar e de me desafiar. E tive cuidado com os artigos científicos, porque aquilo que é relevante para o pesquisador, para o clínico ou paciente não é nada relevante.

Questionei sempre a minha técnica, o que estava a ler, procurei ler muito nas entrelinhas. Quando via um artigo pensava se a pesquisa em questão tinha errado porque o investigador ou orientador não tem experiência na área ou se deu certo é porque o cirurgião é muito bom? A minha pós-graduação, o doutoramento ajudou-me muito a ir atrás daquilo que não está escrito.

Descubra na íntegra a entrevista a Fernando Hayashi, na Revista DentalPro.

1 Dezembro, 2021
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