Mundo A Sorrir lança projeto que visa facilitar o empoderamento de mulheres vítimas de violência

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“Ser Mulher” – Um projeto de Mulheres para Mulheres é o nome e o lema do projeto, promovido pela Mundo A Sorrir, que pretende contribuir para a melhoria da imagem física e psicológica de mulheres vítimas de violência/abuso, acompanhadas e/ou acolhidas por instituições do distrito do Porto, tendo em vista a recuperação do seu “Eu” e da sua qualidade de vida.

A pandemia da COVID-19 que assolou o país e o Mundo teve um grande impacto ao nível da economia e da saúde. De acordo com o Projeto de Relatório sobre a perspetiva de género na crise COVID-19 e no período pós-crise – 2020/2021 (INI), realizado pela Comissão dos Direitos das Mulheres e da Igualdade dos Géneros – Parlamento Europeu, a pandemia contribuiu também para o aumento da violência contra as mulheres, devido ao elevado tempo de permanência nas suas habitações.

“A violência/abuso contra as mulheres não é um problema recente na história da humanidade. Infelizmente, todos os dias ouvimos histórias de mulheres que estão expostas a diversos tipos de violência e, muitas delas, não conseguem pôr fim a esse ciclo de tortura”, disse Mariana Dolores, presidente da Mundo A Sorrir.

O projeto “Ser Mulher” foca-se em 50 mulheres que foram vítimas de diversas formas de violência e/ou abuso e que, atualmente, se encontram isoladas dos seus contextos familiares e da sua comunidade.

Para a presidente da Organização “a violência e/ou abuso são problemas públicos, políticos e um atentado ao princípio de igualdade, que devem ser imediatamente travados pela sociedade civil! Na Mundo A Sorrir acreditamos que todos nós podemos contribuir de alguma forma para apoiar e proteger as vítimas.”

O “Ser Mulher” destaca-se por ser uma resposta social pioneira e inovadora em Portugal, que através de um acompanhamento de proximidade e uma intervenção multidisciplinar integrada, irá beneficiar as mulheres abrangidas com consultas médico-dentárias, de nutrição e de psicologia, contribuindo para a emancipação e empoderamento feminino e aumentando a perceção da Mulher como agente de transformação social.

Durante o processo de (re)integração social, as 50 mulheres também vão ser acompanhadas por cinco mulheres empreendedoras de sucesso.

Além de um acompanhamento individual e personalizado, o projeto irá promover sessões de grupos terapêuticos, workshops designados “Vida Ativa”, sessões de mentoria e um movimento de consciencialização pública sobre a temática.

 

 

8 Março, 2022
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