“O melhor médico dentista de cada pessoa é, antes de mais, a própria pessoa”

Imagem da notícia: “O melhor médico dentista de cada pessoa é, antes de mais, a própria pessoa”

Com experiência no tratamento de crianças autistas sem necessidade de sedação, Tânia Lourenço, fundadora da Clínica DentalMind, defende que esta opção evita o recurso a outros fármacos que podem ser mais prejudiciais para o organismo, acabando por ser menos complexa. Por outro lado, “permite desenvolver no paciente, quer um maior controlo do seu comportamento durante as consultas, quer a consciência da importância de alterar hábitos quotidianos para assegurar uma boa saúde oral”. Até porque, revela, o mais importante é todos agirmos como os nossos próprios médicos dentistas.

Há seis anos fundou a Clínica DentalMind. Era um sonho antigo por concretizar, ou sempre preferiu colaborar com várias clínicas privadas?

Acabei por ser “forçada” a montar a minha clínica, para conseguir proporcionar aos pacientes o tempo de consulta necessário para cada caso sem pressões externas e de poder gerir a agenda da melhor forma, mas as inúmeras tarefas inerentes à direção de uma clínica constituem uma sobrecarga.

Trata crianças autistas (e não autistas) sem necessidade de sedação. Porquê esta opção e o que a caracteriza?

Esta opção, que envolve o recurso a anestesia local (quando necessário), evita o recurso a outros fármacos que podem ser mais prejudiciais para o organismo, acaba por ser menos complexa. Por outro lado, permite desenvolver no paciente, quer um maior controlo do seu comportamento durante as consultas, quer a consciência da importância de alterar hábitos quotidianos para assegurar uma boa saúde oral. Acresce que em diversas situações, tais como a intolerância aos fármacos usados na sedação, por razões económicas ou por falta de resposta imediata (por exemplo, blocos operatórios fechados na altura da pandemia pela Covid-19), não é possível realizar a sedação/anestesia geral do paciente. Através de técnicas simples de modulação de comportamentos (por exemplo, controlo de voz, pedagogia visual, tell-show-do), podem ser alcançados resultados surpreendentes.

De que forma, na DentalMind, apostam na “prevenção e aconselhamento das técnicas corretas de higiene oral e cuidados alimentares”, como destacam no vosso site?

A ideia do nome da Clínica DentalMind inspirou-se no conceito de Dental Home, ou seja, a medicina dentária é feita em “casa”. O melhor médico dentista de cada pessoa é, antes de mais, a própria pessoa. É aqui a nossa maior aposta: motivar, o mais cedo possível, a prevenção e a manutenção dos dentes, evitando tratamentos restauradores, através da aplicação de selantes, da assiduidade às consultas de rotina e da implementação de hábitos corretos de saúde oral.

Leia a entrevista completa na DentalPro 165, já disponível online.

 

7 Julho, 2022
AtualidadeEntrevistasMedicina dentária

Notícias relacionadas

Carreira no SNS: “Um passo histórico” rumo ao reforço da saúde oral

A criação de uma carreira para médicos dentistas no SNS poderá marcar uma viragem na saúde oral. Em entrevista, a deputada do PS Eurídice Pereira destaca o consenso político e o contributo de profissionais e entidades, nomeadamente o Sindicato dos Médicos Dentistas (SMD), na construção de um diploma decisivo para o setor.

Ler mais 28 Abril, 2026
EntrevistasMedicina dentária