Investigação aponta novo adoçante sintético sem riscos para a saúde oral
Os investigadores conseguiram produzir de forma mais eficiente a tagatose, um açúcar raro que apresenta cerca de 92% da doçura da sacarose, mas com menos calorias e sem favorecer o aparecimento de cáries dentárias, escreve a publicação Dentistry.co.uk.
A principal inovação descrita pela publicação passa por um novo método de produção que recorre a bactérias Escherichia coli geneticamente modificadas para converter glicose em tagatose. Este processo permite rendimentos de até 95%, tornando a produção mais económica e sustentável do que os métodos anteriores, que dependiam de matérias-primas menos abundantes.
Segundo a publicação, além de não alimentar as bactérias responsáveis pelas cáries, a tagatose pode mesmo inibir o crescimento de alguns microrganismos nocivos na cavidade oral, apresentando potenciais benefícios adicionais para a saúde dentária. O adoçante mantém ainda propriedades físicas semelhantes às do açúcar comum, como a capacidade de dourar alimentos, o que o torna atrativo para a indústria alimentar.
O artigo destaca também que a tagatose tem um impacto reduzido nos níveis de glicose e insulina no sangue, uma vez que é apenas parcialmente absorvida pelo organismo, podendo representar uma alternativa mais segura do ponto de vista metabólico.
Apesar do entusiasmo em torno desta descoberta, o Dentistry.co.uk sublinha que serão necessários mais estudos e avaliações regulatórias antes de o novo adoçante poder ser utilizado em larga escala. Ainda assim, os investigadores acreditam que este avanço poderá contribuir significativamente para a redução do consumo de açúcar e para a melhoria da saúde oral da população.
15 Janeiro, 2026
Medicina dentária
