Cirurgia assistida por robô: o que dizem os profissionais

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Uma equipa de investigadores da Universitat Oberta de Catalunya (UOC) analisou os fatores que influenciam a perceção das pessoas sobre o uso da robótica na cirurgia. A DentalPro recolheu a opinião de Susana Falardo, médica dentista.

“É certo que a revolução tecnológica que se tem verificado nos últimos anos, sem dúvida que impulsionou a medicina, tanto na vertente científica como clínica e consequentemente favoreceu o aumento do nível de previsibilidade e de melhores resultados clínicos.

O uso da robótica em cirurgia humana é exemplo disso. Se por um lado, permite cirurgias menos invasivas, maior precisão e melhor acesso a áreas de dificuldade acrescida, menos tempo cirúrgico e eventualmente melhor recuperação. Por outro, tal como mencionado no artigo, sem dúvida que, coloca em causa empregos, o investimento necessário, dificuldades na implementação e a formação necessária para a sua utilização.

Mas a medicina é mais do que a terapêutica utilizada, a divergência de opinião surge também porque a robótica coloca em causa a relação médico-doente. É sabido de que esta relação médico-paciente é bidirecional e muito volátil, é necessário promover e validar a confiança mútua.

A robótica não cria empatia e dificulta a comunicação!

A medicina no seu todo está desumanizada, sem sentimentos, é necessário olhar o corpo físico de outra forma, incorporar outros conhecimentos. Somos mais do que visualizamos e é necessário ver, ouvir e sentir em nós e nos outros estes conhecimentos.

É expectável e notório que a curto médio prazo o salto tecnológico, impulsionado pela pandemia, venha a revolucionar os atuais métodos de diagnóstico e terapêuticas, permitindo maior e melhor acesso das populações à saúde. No entanto, as suas consequências de longo prazo, incluindo a forma como se irá mover o setor da saúde e as suas prioridades, ainda são difíceis de prever.”

A opinião de Susana Falardo Ramos, faz parte do artigo “Europeus têm dúvidas sobre cirurgia assistida por robô”.

3 Junho, 2022
Medicina dentáriaOpinião

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