DentalPro 186

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A medicina dentária portuguesa chega ao final de 2025 com um sentimento simultâneo de conquista e responsabilidade. A edição deste ano do 34.º Congresso da OMD, descrita nas páginas iniciais desta revista, deixou uma mensagem clara: o médico dentista do século XXI precisa de dominar mais do que a técnica — precisa de integrar ciência, ética, humanização e capacidade de adaptação a um setor em profunda transformação.

Ao longo de três dias, na Exponor, esta visão ganhou forma. O congresso destacou como a evolução das áreas clássicas — da endodontia à ortodontia — já não pode ser dissociada das novas abordagens que emergem: harmonização orofacial, gestão da dor, tecnologias digitais avançadas e até terapias baseadas em luz. Esta expansão disciplinar exige reflexão e liderança clínica, bem como o reforço das responsabilidades éticas que acompanham um ato médico cada vez mais complexo.

Mas se o congresso espelhou o presente da profissão, o Barómetro de Saúde Oral 2025 expôs, com igual clareza, os desafios que persistem na sociedade portuguesa. Os números não deixam margem para conforto: 64,6% dos portugueses não têm dentição completa, 26% recorrem apenas a consultas de urgência e apenas 6% foram atendidos no SNS na sua última consulta. Estes dados, analisados nesta edição, lembram-nos que a clínica e a ciência só cumprem a sua missão quando se traduzem em melhoria real do acesso, prevenção e literacia em saúde.

2025 foi também um ano de forte dinamismo internacional. A Expodental 2026 prepara-se para regressar com o lema “The Road to Dental Innovation”, sinalizando que a indústria continua a acelerar em direção a soluções mais avançadas, interoperáveis e sustentáveis. Já o FDI World Dental Congress 2026, em Praga, promete ser um palco global para redefinir caminhos, unir a comunidade e debater a profissão num contexto de rápidas mudanças tecnológicas.

Por outro lado, temas emergentes — como o impacto dos microplásticos na medicina dentária — entram agora no radar científico e ambiental, mostrando que a responsabilidade do setor vai muito além da consulta: envolve práticas sustentáveis, materiais inovadores e compromisso com gerações futuras.

Nesta edição, damos ainda voz aos talentos que moldam a medicina dentária portuguesa, aos avanços laboratoriais que tornam os fluxos digitais mais previsíveis e aos casos clínicos que refletem o rigor e a sensibilidade necessários em cada intervenção.

Boas leituras. Boas práticas. Bom futuro.

Isto e muito mais na sua revista DentalPro.

10 Dezembro, 2025
Revista

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