SMDSP “estranha” não ter sido ouvido pelo Governo
O SMDSP, assume “perplexidade que um documento com o maior impacto direto na organização, no futuro profissional e na forma de prestação de cuidados de saúde oral desde a criação do SNS, tenha avançado sem que a classe fosse auscultada e sem consideração pela abrangência da profissão bem como das especificidades clínicas e operacionais do exercício da Medicina Dentária”, já que esta é “a força sindical representativa dos médicos dentistas que exercem funções no setor público”.
Em comunicado, o SMDSP já “solicitou uma audiência à Ordem dos Médicos Dentistas (OMD), de forma a perceber o envolvimento da Ordem bem como se foi consultada durante este processo e qual a sua posição relativamente ao proposto enquadramento da Medicina Dentária”.
O sindicato sublinha que “continua sem solução efetiva e duradoura a situação dos inúmeros consultórios de medicina dentária encerrados, impedindo o acesso de muitos cidadãos a cuidados essenciais e comprometendo a capacidade assistencial pública”. Para o SMDSP, “persiste igualmente uma elevada taxa de precariedade laboral entre os médicos dentistas do SNS, sendo a maioria contratada a recibos verdes ou em regime de prestação de serviços, sem vínculo estável e sem condições compatíveis com a responsabilidade clínica que assumem diariamente”.
Esta estrutura sindical, reafirma que “está totalmente disponível para o diálogo e deseja ser parceiro ativo na construção de uma solução séria, sustentável e consensual — que respeite os profissionais, valorize a medicina dentária enquanto profissão autónoma com atuação clínica no espectro médico e cirúrgico e respetiva capacidade de prescrição e administração de fármacos e assegure o direito dos utentes a cuidados de saúde oral de qualidade”.
11 Dezembro, 2025
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