Evidência científica e vidência científica

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Crónica da médica dentista Cátia Íris Gonçalves.

“Ainda não há evidência científica” sobre certa coisa e tal é uma expressão que se ouve constantemente, neste mundo obscuro aparentemente branco-esmaltado e rosa da nossa profissão.

“Olha, sabes o que me tem resultado bem? Este tratamento/abordagem/material/técnica” assim-assado.”
“Ah, mas ainda não há evidência científica sobre isso”.
Este corte direccionado às canelas irrita-me quase tanto como aquele visionarismo experimentalista do “descobri-aqui-uma-coisa-eu-sozinho-que-é-tiro-e-queda-e-só-eu-é-que-sei-mas-vou-transmitir-te-em-segredo-de-estado-esta-solução-transversal-milagrosa-para-tu-poderes-dizer-que-eu-é-que-inventei-e-que-sou-o-máximo”.

O ser humano é um eterno insatisfeito e não gosta de falhar, como bem sabemos. Na nossa área, especificamente, as falhas pagam-se caro (a todos os níveis). Numa parcela da medicina onde toda a coisa parece ser tema de tese, investigação e estudo, há aqueles que protocolizam tudo, desde a fímbria bacteriana até ao espatular do alginato; e há aqueles que desprezam toda e qualquer leitura ou resultado científico, baseando-se em teorias conspirativas e intrincadas sobre nos quererem velar as verdades que são óbvias e visíveis a olho nu, nós (sejamos quem formos), que nos encontramos confinados aos estaminés, de costas vergadas sobre dentes, genivas, sangues e salivas, das 9 às 21h.

A mim intimidam-me estas posições extremistas e assusta-me, ao nível do pesadelo com calafrios nocturnos, falar com colegas militantes de ambos os “quadrantes filosóficos” (chamemos-lhe assim, para ser mais suave).

Crónica completa na DentalPro 105.

6 Outubro, 2016
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